
Faltando pouco mais de uma semana pro fim da votação - termina no dia 7 de junho - que vai eleger o Torcedor Símbolo do Brasileirão Petrobrás, um bom balanço de campanha já pode ser feito.
Infelizmente, não há maneira de sabermos a quantas anda a tal da votação. O número de comentários deixados pelos votantes no site oficial da competição, o de exibições de nossos vídeos no Youtube, os e-mails recebidos e tal, até podem servir como um termômetro, mas não dão certeza alguma. E isso, claro, aumenta demais a tensão e a angústia, que beiram já o insuportável. Apesar disso, tem sido uma experiência absolutamente deliciosa e inesquecível. Tenho me divertido pra caramba e curtido cada minuto de tudo o que temos vivido nessas últimas semanas. Confesso que terei muitas dificuldades em deixar de fazer disso um meio de vida, se por acaso precisar um dia. É o tipo de coisa que me faz levantar da cama às 6h da manhã, com chuva e frio ou sol e calor, com a mesma boa vontade e o mesmo tesão todos os dias. É bom pra caralho!
No meio dessa correria toda, coisas no mínimo inusitadas acabam acontecendo. Na semana passada, por exemplo, fomos gravar em um bar na Vila Madalena e algo bem curioso aconteceu por lá.
Já estávamos - como sempre - atrasados e faltava pouco pra que o bar abrisse. Era preciso correr. Enquanto gravávamos, rolava na varanda uma reunião entre o gerente e os funcionários. Porém, por conta da proximidade, o barulho que vinha da varanda acabava interferindo na gravação. Educado como só ele e percebendo nossas dificuldades, o gerente então se prontificou a levar a reunião pra uma salinha próxima ao depósito do bar, que fica na parte superior dele. Quando o Rafa terminava o seu depoimento, uns sons mais altos vindos lá de cima começaram a ser ouvidos cá embaixo. Na mesma hora, o Gustavo Godinho, um dos diretores, se virou pro Simpson, nosso competentíssimo produtor, e pediu que ele fosse até lá falar com o pessoal. Mas aqueles sons não eram como os que havíamos escutado minutos antes, quando a reunião ainda era na varanda. Era barulho de porrada, não de discussão simplesmente. E foi isso que eu tentei avisar ao Simpson antes que ele, sempre elétrico, desse um pulo de sua cadeira e fosse até lá fazer o que lhe pediu o Gustavo. Milésimos de segundo depois, volta ele, todo vermelho, apressado e com os olhos saltando da cara, avisando aos berros: "Galera, o pau tá comendo lá em cima e um dos caras pegou uma faca. Bora daqui AGORA!".
Não deu tempo. A confusão rapidamente desceu os degraus daquela escada e foi pro meio do bar, exatamente onde nós estávamos. O agressor, um funcionário que acabara de ser demitido, uma bicha bem grande e gorda, parecia possuído e não parava de gritar que não ia deixar barato e que aquela humilhação não ia ficar sem resposta. O agredido, o gerente da casa, foi levado pra uma sala por outros funcionários e lá ficou, trancado. A tensão era total. Ninguém queria deixar o cara subir e ir atrás do patrão, mas, ao mesmo tempo, quem é que tem coragem de se meter na frente de uma biba enorme, cega de ira e ainda armada com uma faca de açougueiro? E tinha os gritos de "eu mato você, seu velho filho de uma puta", a choradeira nervosa e todas as outras bad trips típicas de uma bafafá desses. E isso a poucos minutos de a casa ser aberta ao público e com um monte de equipamentos ainda lá dentro, porque nenhum de nós se preocupou em retirar nada além de nossas próprias peles dali do meio daquela doidice toda.
Finalmente o funcionário largou a faca. E quando tudo parecia se encaminhar pra um desfecho mais tranqüilo, eis que dá uma louca no cara e ele mete os peitos boteco adentro novamente. Simplesmente sur-tou. Foram necessários uns 4 outros funcionários pra segurá-lo e arrastá-lo - literalmente - pro meio da rua. Como nada é tão surreal que não possa ficar ainda mais absurdo, no instante em que a briga vai pro lado de fora do bar, do meio de um monte de curiosos surge o CQC Felipe de Almeida Andreoli, que almoçava num restaurante ao lado. E o pior é que ele queria que a gente gravasse aquela merda inteira. Porra, apesar de toda a bad trip, os donos da casa foram muito gentis, solícitos e compreensivos conosco desde o primeiro contato que foi feito. Seria uma puta sacanagem fazer isso com os caras. Ainda mais em se tratando de um caso isolado, coisa que acontece nas melhores famílias e nos melhores botecos, que é o caso daquele. O Felipe acabou se ligando nisso e nem insistiu. É bem gente boa aquele moleque também. Pouco depois, chegou uma das proprietárias da casa, que conseguiu finalmente acalmar a besta-fera e resolver, pelo menos momentaneamente, o quiprocó. Quanto a quem estava certo ou errado, não sei e não me interessa em nada saber. Como eu disse, o que aconteceu não diminui nem um pouco a qualidade do bar e das pessoas que nele trabalham. Merdas acontecem e pronto.
É isso, galera. Continuem votando e acompanhando tudo o que de novidade tá rolando em nossa campanha pelo site do Tatu.
E não se esqueçam de deixar seus comentários aqui e também no site oficial do concurso.
Continuo acreditando e contando demais com todos vocês. VAMOS VOTAR!



